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Trabalhadores de Apoio Educativo em encontro de reflexão e festa/convivio de Natal
20-Dec-2011

 

 

 

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Greve Geral, atítude Global
24-Nov-2011

A greve geral que, neste início da manhã, já vai num terço do total das horas de protesto nacional, acabará por revelar o mais sério avisos no sentido de que o governo não pode e não deve mesmo puxar mais a corda. A capacidade de resistência dos trabalhadores e do povo em geral tem limites. Os sacrifícios não foram pedidos a todos. Os objectivos do esforço solicitado, sempre aos mesmos, não foram claros. Está longe de se saber que resultado se obterá com tantas renúncias.

De facto, é perfeitamente inadmissível que o esforço mais desmesurado esteja concentrado, precisamente, no mais fragilizado dos segmentos populares, por exemplo, nos pensionistas. Por outro lado, apesar da farsa protagonizada pelo Ministro das Finanças, anteontem, no Parlamento, é flagrante o espectáculo de diabolização dos trabalhadores da Função Pública, agora transformados em bestas de carga de decisores políticos com falta de rasgo.

Até agora, é enorme a dimensão do protesto e, sejam quais forem as manobras na manipulação dos números, os factos são indesmentíveis. Hoje, o trânsito a mais ou a menos, escolas e hospitais parados, repartições públicas e fábricas reduzidas à mínima expressão de funcionamento, aviões que não partem nem chegam, barcos que não atracam, em suma, a desorganização de um quotidiano que, em Portugal, nunca é fácil, são sinais evidentes da esgotada paciência do povo.

Esta é uma greve geral diferente de outras que a sociedade portuguesa já viveu. Esta inscreve-se num mal de viver que ultrapassa os limites das fronteiras nacionais internas de uma Europa esgotada, para se inscrever num quadro mais global de repúdio dos cidadãos. Na realidade, não são só os portugueses que, em particular, estão confrontados com soluções decididas por poderosíssimas forças que transformam os políticos eleitos em títeres sem qualquer gabarito, pervertendo, ainda mais, os mecanismos de uma democracia europeia enfraquecida.

Hoje, os portugueses dão este grito de inequívoco desespero. É um sinal de civismo, já no limite da sua tão reduzida capacidade de intervenção. Porém, imprescindível se torna entender que esta jornada cívica se inscreve num movimento muito mais global. Há meses, os gregos, há semanas, os italianos e, em contínuo, o movimento dos indignados, um pouco por toda a Europa e América, ocupando as grandes praças e ruas mais simbólicas das capitais, são outros sintomas de uma síndrome global de grande incomodidade que, ensina a História, costuma ser o lastro de desgraças que os europeus bem conhecem.

Hoje, de facto, o alerta é nosso. Há imensas e importantes mensagens a circular nas ruas de Portugal. Façamos votos no sentido de que os destinatários das mensagens as entendam em toda a sua intencionalidade. É tão urgente quanto vital.

 
Greve Geral - Video
24-Nov-2011

 

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[Clique na imagem para abrir o video]

 
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